terça-feira, 5 de janeiro de 2016

RÉ..
Para seguir em frente é preciso voltar no tempo...
Refletir o que foi feito, os erros e principalmente os acertos.
Decidir algo sem pensar nas consequências é algo que não me cabe mais, fiz muito isso no passado e o preço pago foi alto, refletindo até hoje.
Mas as vezes me fortaleço pensando em Pollyana (o livro). Tudo tem um lado bom...
Qdo tinha 22 anos, resolvi me casar, tive uma filha aos 23, não tinha faculdade, fui morar com minha mãe, aos 24 ela faleceu, exatamente um ano depois , aos 25 me separei. Me vi sozinha, com uma filha de 2 anos, sem emprego , sem faculdade...e ai?
Corri atrás , comecei a trabalhar como professora primária, e dois meses depois fui chamada pra trabalhar com esporte, fui atleta, joguei basquete, o diretor de esportes não acreditava em mim , devido ao meu passado como atleta, briguenta, bocuda. Mostrei a ele que eu era capaz, que amava o basquete, resumindo, consegui entrar na faculdade,4 anos de muito sofrimento, sem grana, deixando minha filha com minha irmã e cunhado, pra poder estudar, trabalhando em escola particular, publica e prefeitura. Detalhe, tudo a pé, pra sair de casa em dia de chuva colocava sacolinha de mercado nos pés por causa do barro. Consegui minha casa, comprei um jog , me sentia A poderosa...rs
quando estava pra me formar, conheci uma pessoa...larguei meus empregos, minha família e fui pra Santo André. Ah me formei sim!!!!
Coincidência ou não , meus filhos (gêmeos) nasceram no dia que minha mãe faleceu, 08/04.
Sofri muito , afinal havia largado tudo que eu amava, a cidade, as pessoas, o esporte... o gêmeos correndo risco de morte, nasceram prematuros , e cada visita ao hospital (3 por dia) era uma paulada
Minha filha sofreu comigo essa mudança, mas jamais nos separamos, tínhamos uma a outra pra nos fortalecer. Dois anos depois veio meu caçula e pra quem só se via mãe de uma menina, já estava com 4 , rs...
E de uma única coisa tenho certeza... viveria tudo novamente!!!!
O casamento enfraquece com a chegada de um filho, imagina uma que é só sua e logo vem mais duas crianças? Distancia o casal, é preciso ter muita calma nessa hora. Então eu pensava, já passei por isso , usava um ditado que diz:  cachorro que foi mordido por cobra tem medo de linguiça. E persisti e consegui até 2012, acreditar que as coisas poderiam melhorar.
Numa relação a dois, não existe certo ou errado, porque um lado sempre justificará o erro com algo que o outro deixou de fazer . Enfim, o casamento foi esfriando, mas tínhamos uma família, tínhamos filhos e pra mim o que importa são eles engoli não foi sapo não, foram muitos elefantes, mas sobrevivi.
Me anulei, me fechei, perdi o gosto de tudo, me sentia um robô, tudo era mecânico , chegou uma fase que eu não queria nem conversar mais, não queria contar pra ninguém, pois sabia que a resposta, a decisão só cabia a mim.
Quando ia deitar, imaginava, sonhava...amanha será diferente , e não era!!!
Nessa fase , do segundo casamento, não me faltava nada , se queria uma roupa nova, ir ao shopping, comer fora, trocar o carro, enfim...ele sempre cumpriu  e supriu as necessidades financeiras .  Mas faltava algo, era sempre eu e as crianças, ele nunca gostou de fazer nossos passeios e nós também não gostávamos dos passeios dele, pegar estrada e ver onde vai dar. Criança quer sair pra um destino certo, diversão, comer lanche, ir no parque, então ele ficava e nós íamos. Me sentia sozinha, achava que tinha que ser mãe e pai e tentei por vários anos, não pensem que nunca cobrei a presença, o dialogo, essas conversas gerava altas brigas, mas nada mudava.
Decidi então encarar e não cobrar e muito menos demonstrar raiva ou tristeza e passei a viver um mundo paralelo com as crianças.
Há 4 anos atrás , minha filha se formou e casou, mudou de estado, me vi sozinha, com a sensação de dever cumprido "a trancos e barrancos" consegui forma-la.
Seu pai sempre foi ausente e ela carrega cicatrizes com esse abandono até hoje.
Dei meu máximo , por isso posso dizer...EU VENCI!!!!
Meus medos , meu sofrimento, minhas dores são minhas.
Mas não me dá o direito de cair, me arrasto , mas prossigo.
Foi assim grande parte da minha vida.
Se me perguntam você era feliz?
Era  sim!!!
Toda vez que me reporto ao passado e vejo tudo que senti e vivi, vejo o quanto sou forte e amo meus filhos.

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